terça-feira, 15 de julho de 2014

QUASE MEMÓRIA, QUASE ROMANCE

Olá alunos e amigos leitores do nosso blog!
Estamos de volta, como diria aquele jornalista apresentador.. rsrs. As férias foram longas e muito boas mas agora temos que retomar nossas atividades e para começar bem estamos trazendo mais um resumo de um dos livros solicitados no vestibular da UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa/PR). Mais uma vez o nosso aluno leitor, Rogério elaborou o resumo para nós. A obra é Quase Memória, Quase Romance de Carlos Heitor Cony. Confesso que ao ler o resumo fiquei bastante curiosa para ler a obra na íntegra.
Muito obrigada Rogério por mais essa valorosa contribuição com o nosso blog e com todos os colegas que pretendem ingressar na nossa Universidade.


Quase Memória, Quase Romance
(Carlos Heitor Cony).

            Dedicado à Mila, a mais que amada.

            Escrito por Carlos Heitor Cony que, logo no início recebe um embrulho no hotel, sem nenhuma referência, porém com uma letra parecida com a de seu pai, morto anos atrás.

            A história gira em torno deste embrulho, com narrativas de Cony-filho, trazendo à memória lembranças de sua infância e aventuras. Destaque para o balão de festa junina, que juntos, pai e filho, divertiam-se nas madrugadas para confeccioná-lo. Em seu escritório Heitor apalpa a caixa, sente o perfume de seu pai e aprecia o nó de escoteiro perfeitamente elaborado que sente pena em desfazer. Além disso, sente a tinta fresca, o que indica que a embalagem pode ou não ser de seu pai.

            Cony-pai foi um grande homem, segundo Cony-filho, criando desde a mais simples caneta-tinteiro até os sofisticados perfumes para consumo próprio, juntamente com o amigo Giordano. Trabalhou, ao mesmo tempo, em dois jornais, exatamente na época em que Júlio Prestes disputava a presidência com Getúlio Vargas. Era responsável pela escrita detalhada dos conflitos de modo que favorecesse um dos candidatos, chegando a inventar matérias. Após as eleições, ficou desempregado.

            Período ditatorial no Brasil e fascista na Itália. Esses anos foram presenciados por Cony-pai, o qual descreve a Itália como se estivesse lá. Uma viagem que nunca ocorreu, porém contada como se tivesse existido. Ele declara ter ido em busca de água benta para a cura da próstata do seu Ministro.

            A memória do balão de festa junina solto anteriormente, se repete. No quintal de casa, ele reaparece. Seu pai propõe diversas explicações e o padre Cipriano diz que isso não passa da teoria dos ciclos, a qual revela que assim como a vida e o amor, tudo acaba como começou. Um quase-romance.

            A violência nos porões da ditadura é detalhada por Cony-pai . Nesse período, abrigam uma família, passam por dificuldades e, por fim, sua mãe morre vítima de uma forte gripe.

            A história toda é relembrada nos últimos capítulos do livro, com ênfase na forma de Cony-pai fazer tudo alegremente, com perfeição, separando as memórias ruins e vivendo as boas. Seu jeito de assinar o que era de sua autoria e a maneira única de ser.

            No último capítulo, Cony-filho sai do local de trabalho relembrando o último natal em família. Encerra citando os personagens principais e com a frase de seu pai: “Amanhã farei grandes coisas”. Isso indica que ficaram coisas por fazer e que a vida não termina nunca.



2 comentários:

Raul Lagos disse...

Também fiquei curioso para ler na integra, parece ser muito bom...

deise disse...

Olá Raul Lagos!
Bom te ver sempre por aqui! Eu nunca li nada deste autor mas pelo resumo e comentários do nosso aluno acredito que deve ser bem interessante.
Aguardo suas impressões sobre mais essa leitura.